O que fazer nas primeiras 24 horas depois de cair em um golpe: pare qualquer nova transação imediatamente, documente tudo com print e horário, contate seu banco para pedir o bloqueio ou o MED (se envolveu Pix), registre boletim de ocorrência no mesmo dia e troque as senhas de contas que possam ter sido comprometidas — nessa ordem, sem pular etapa. A velocidade importa mais do que qualquer outro fator: quanto mais cedo cada uma dessas ações acontece, maior a chance de recuperar o dinheiro ou impedir que o golpe se espalhe para o resto da sua vida digital.
Isso vale tanto para golpe de Pix quanto para WhatsApp clonado, boleto falso ou phishing — o tipo de golpe muda o detalhe de cada etapa, mas a ordem cronológica de resposta é a mesma.
Passo a passo, na ordem em que fazer
Minuto zero: pare qualquer transação em andamento
Se você está no meio de uma transferência, compra ou conversa quando percebe o golpe, pare imediatamente. Não envie mais nenhum valor tentando “corrigir” ou “recuperar” o que já foi feito — esse é exatamente o gancho que golpistas usam para extrair uma segunda transferência da vítima.
Primeiros minutos: documente tudo
Print de conversa, comprovante de transferência, número de telefone ou perfil usado pelo golpista, horário exato de cada interação. Essas informações desaparecem ou ficam difíceis de reconstruir depois — quanto antes você registrar, mais forte fica o processo de recuperação e o boletim de ocorrência.
Primeira hora: contate seu banco
Se o golpe envolveu Pix, peça o MED (Mecanismo Especial de Devolução) direto no aplicativo, chat ou telefone do seu banco, e guarde o número de protocolo. O prazo regulatório para solicitar o MED é de 90 dias contados da transação — mas a velocidade nas primeiras horas é o que de fato aumenta a chance de bloqueio antes que o dinheiro passe por outras contas na cadeia do golpe.
Mesmo dia: registre o boletim de ocorrência
A maioria dos estados oferece registro eletrônico de B.O., sem precisar ir a uma delegacia física. Descreva o golpe com o máximo de detalhe possível — isso não só formaliza o caso, como vira base para contestações futuras junto ao banco ou à operadora.
Primeiras 24 horas: proteja o que mais importa
Se o golpe envolveu acesso à sua conta de e-mail, WhatsApp ou redes sociais, troque as senhas comprometidas — priorizando o e-mail principal, porque é ele que destrava a recuperação de quase todas as outras contas. Se o WhatsApp foi clonado, avise seus contatos para que ninguém caia em golpes usando seu número. Ative a verificação em duas etapas nas contas afetadas assim que possível.
O que fazer se o problema não for resolvido rápido
Se o banco não responder dentro do prazo esperado, o próximo passo é escalar: ouvidoria do banco, Banco Central (via plataforma própria) ou consumidor.gov.br. Guardar o número de protocolo de cada contato anterior facilita — e muito — essa escalada.
Perguntas frequentes
Preciso fazer boletim de ocorrência mesmo se o banco já devolveu o dinheiro?
Sim. O registro formaliza o crime, ajuda a rastrear padrões de golpe para as autoridades e pode ser necessário caso o valor devolvido seja parcial ou o golpe se repita.
E se eu não perceber o golpe na hora, só dias depois?
Siga o mesmo passo a passo assim que perceber — o prazo do MED, por exemplo, é de 90 dias da transação, não de 90 dias da descoberta. Quanto mais rápido você agir a partir do momento em que percebe, melhor.
Trocar a senha do e-mail resolve mesmo, ou preciso fazer mais alguma coisa?
Trocar a senha é o primeiro passo, mas não o único — ative a verificação em duas etapas (de preferência por aplicativo autenticador, não SMS) e revise se existem encaminhamentos automáticos de e-mail configurados sem seu conhecimento, um truque comum para manter acesso mesmo depois da troca de senha.
Para o passo a passo completo de cada tipo específico de golpe, veja o Guia Completo de Segurança Digital do Blend do Dia.
Atualizado em 7 de agosto de 2026.


