No Centro Cultural Banco do Brasil do Rio, no Centro, a exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” reúne 80 obras de 21 artistas do Pará, do Acre e do Amazonas, em cartaz até 16 de novembro, com entrada gratuita. A mostra funciona de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h, e fecha às terças. Neste texto estão o que as fontes confirmam sobre a exposição, as artistas e os núcleos que a organizam, as informações práticas e a programação paralela, além do que ainda é preciso conferir antes de ir.
O que aconteceu
A exposição foi inaugurada em 2 de setembro de 2026 no segundo andar do CCBB Rio, na Rua Primeiro de Março, 66. Segundo a Agência Brasil, ela ocupa todas as salas do andar e foi idealizada pelo Museu das Mulheres, o Museu DAS, tendo passado antes por Belém, Fortaleza e Brasília. A curadoria é de Sissa Aneleh, diretora artística, que, segundo a reportagem, baseou o trabalho em seu mestrado e doutorado em arte sobre a produção de mulheres amazônicas.
Participam 21 artistas: Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin. A página oficial do CCBB organiza a mostra em quatro núcleos: Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas. O número de 80 obras vem da Agência Brasil e também do Jornal do Brasil, e a página do CCBB, por sua vez, não informa quantas obras compõem a exposição, o que explica por que o número pode aparecer de formas diferentes em outros lugares.
A Agência Brasil destaca alguns trabalhos. Val Sampaio apresenta uma foto-performance com objeto, e Wɨra Tini mostra grafite e vídeo. Keila-Sankofa trata da identidade afro-indígena do norte do Brasil. Rita Loureiro e Maria Auxiliadora Zuazo têm três obras da Pinacoteca do Estado do Amazonas expostas pela primeira vez no Brasil. Há ainda um vídeo coletivo, “Mensagem para a Amazônia”, construído ao longo da itinerância com contribuições do público, e uma experiência com realidade aumentada e realidade virtual.
Por que aconteceu
A reportagem da Agência Brasil informa que a exposição chegou ao Rio na semana do Dia da Amazônia, em 5 de setembro, depois de passar por outras capitais. A curadoria parte de pesquisa acadêmica sobre a produção de mulheres amazônicas, segundo a reportagem, que informa que a mostra inclui obras da década de 1970 e de períodos anteriores, além de peças de arte moderna do norte do país, e é a primeira vez que uma exposição reúne artes de Manaus e de Belém.
As artistas, segundo a reportagem, tratam a Amazônia como tema e também como suporte. Os assuntos que aparecem nas obras incluem ancestralidade, biografia, território, identidade afro-indígena, gênero, regionalismo e preservação ambiental. As fontes não detalham critérios de seleção das obras além disso, e este texto não atribui intenções às artistas além do que elas e a curadoria afirmam.
O que isso significa
Para o visitante, a mostra funciona como um mapa de linguagens. O núcleo de Gravura Feminina e o de Amazônia Pictórica apresentam técnicas tradicionais de arte, como a gravura e a pintura, enquanto Materialidades Ancestrais e Performáticas, pelos próprios nomes, remetem a materiais, ancestralidade e ao corpo em ação. As fontes não descrevem em detalhe o que cada núcleo reúne, e essa leitura é uma interpretação dos títulos. Quem não conhece a produção artística do Norte tem aqui uma oportunidade de ver, em um único espaço, trabalhos de gerações diferentes, de estados diferentes e com abordagens distintas.
A presença de obras da Pinacoteca do Estado do Amazonas exibidas pela primeira vez no Brasil, segundo a Agência Brasil, é um dos pontos que a reportagem destaca. A reunião de Manaus e Belém numa mesma exposição também é apresentada como inédita. Esses dois dados vêm da mesma reportagem, e não foram confirmados em outra fonte.
Por fim, a acessibilidade merece atenção. A Agência Brasil afirma que a exposição conta com obra tátil, audiodescrição e intérprete de Libras, além de visitas guiadas com a curadora. A página oficial do CCBB consultada não detalha esses recursos, e por isso vale confirmar com o centro cultural antes de ir, sobretudo se você precisar deles.
Como afeta você
O serviço é simples. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados na bilheteria do CCBB ou pelo site bb.com.br/cultura, segundo a Agência Brasil. A classificação é livre. O horário é de quarta a segunda, das 9h às 20h, e o espaço fecha às terças. O CCBB fica no Centro do Rio, na Rua Primeiro de Março, 66, e a exposição está no segundo andar.
Há também uma programação paralela, de acordo com a página do CCBB. Nos dias 29 e 30 de outubro, das 15h às 18h, acontece a oficina “Cirandas Matriarcais”, com Cristiane Martins, no auditório do terceiro andar, com inscrição pelo link da página. Em 31 de outubro, das 15h às 16h, há a palestra “Arqueologia do Feminino”, com Sissa Aneleh e Cristiane Martins, exclusiva para mulheres mediante autodeclaração, com classificação de 18 anos. Ainda em 31 de outubro, às 16h30, a performance coletiva “Cirandas Matriarcais” ocorre na Rotunda, aberta a todos, com classificação livre.
A página do CCBB lista ainda outras atividades do centro cultural que não fazem parte da exposição e podem render uma visita mais longa: a Cinemateca do MAM no CCBB, de 24 de setembro a 31 de outubro; o Música no Museu, às quartas-feiras, de 7 a 28 de outubro; e a Mostra de Cinema Peruano 2026, de 21 a 24 de outubro. Como são programações separadas, vale conferir horários e ingressos de cada uma no site.
Como as fontes não informam o tempo médio de visita, não dá para dizer quanto tempo reservar. Quem for com crianças pode usar a classificação livre como referência. As fontes também não informam sobre estacionamento nem sobre filas, por isso é prudente conferir as condições no dia, especialmente em fins de semana.
O que observar daqui para frente
O primeiro ponto é o encerramento, em 16 de novembro: quem quer ver a exposição tem menos de um mês. O segundo é a programação de 29 a 31 de outubro, com oficina, palestra e performance, que exige inscrição em um dos casos e tem público restrito em outro. O terceiro é a confirmação da acessibilidade no site ou na bilheteria do CCBB.
Também vale observar o calendário do próprio CCBB, que concentra a programação da exposição em poucos dias de fim de outubro e, em seguida, conduz a mostra ao encerramento em novembro. Quem prefere uma visita mais tranquila pode escolher um dia útil, mas as fontes não informam quais dias têm menos público, e este texto não afirma isso.
O quarto é o que acontece depois: as fontes consultadas não informam se a mostra seguirá em itinerância para outras cidades depois do Rio, e este texto não faz essa previsão. Horários e programação podem mudar, e a informação mais segura é a da página oficial do CCBB e da bilheteria.
Fontes
CCBB Rio de Janeiro, página oficial da exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” (datas, horário, núcleos, artistas e programação paralela); Agência Brasil, “Exposição no CCBB do Rio traz a força da arte de mulheres da Amazônia” (07/09/2026). O número de obras (80) e os recursos de acessibilidade constam da reportagem da Agência Brasil e não aparecem na página do CCBB consultada.
📚 Leia Também
Frankenstein para Todas as Idades no CCBB Rio: a peça, as oficinas gratuitas e o clássico de Mary Shelley
Prêmio Jabuti 2026: os finalistas, a cerimônia de 27 de outubro e um roteiro de leitura
“Vir a Existir”: exposição gratuita com 40 artistas no Museu Histórico da Cidade, na Gávea, até 8 de novembro


