Dezenove atores, nenhum cenário além de dezenove cadeiras trazidas de casa e um texto que Nelson Rodrigues escreveu para falar de um bicheiro lendário, temido e idolatrado. É assim que o Instituto Arteiros apresenta, no Teatro Firjan SESI Jacarepaguá, uma releitura expressionista de “Boca de Ouro”. A temporada ainda tem duas sessões listadas, neste sábado, 17, e neste domingo, 18 de outubro, com ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Para quem gosta de teatro, de Nelson Rodrigues ou da cultura carioca, este é o último fim de semana de um espetáculo barato, curto e pouco convencional. Este texto reúne o que as fontes confirmam e o que vale conferir antes de ir.
O que aconteceu
Segundo a página do espetáculo no guia de cultura do Sesi, “Boca de Ouro com Instituto Arteiros” é uma releitura expressionista do texto de Nelson Rodrigues, descrita como uma reinvenção do “Drácula de Madureira”. A montagem ocupa o Teatro Firjan SESI Jacarepaguá, na Avenida Geremário Dantas, 940, na Freguesia. As sessões listadas na página são as de 10 de outubro, às 19h, 11 de outubro, às 17h, 17 de outubro, às 19h, e 18 de outubro, às 17h, todas com duração de 80 minutos. A página tem um botão para exibir mais datas, o que pode indicar sessões adicionais, e por isso vale confirmar no momento da compra. A agenda cultural do Rio publicada pelo Agenda do Poder, em 10 de outubro, informa que a peça fica em cartaz até 18 de outubro, aos sábados às 19h e aos domingos às 17h, com ingressos a partir de R$ 5 na meia-entrada.
O espetáculo tem classificação indicativa de 14 anos. Os ingressos custam R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia, e são vendidos pela plataforma Sympla, a partir de um botão na página do guia. A direção e a concepção cênica são de Ricardo Fernandes, Márcio Vieira e Leandro Austin, com assistência de Emilly Amaral. Márcio Vieira também assina a pesquisa musical e a trilha sonora. A idealização é do Instituto Arteiros, e a produção, de Shaira e Moises Guimarães. O elenco, chamado de “Coro de Malandros”, reúne 19 atores e atrizes.
Por que aconteceu
Nelson Rodrigues, nascido em 1912 e morto em 1980, é um dos maiores nomes do teatro brasileiro, e “Boca de Ouro” é uma de suas peças mais conhecidas. O texto gira em torno de um bicheiro poderoso, figura associada ao jogo do bicho no subúrbio carioca, cuja história é lembrada por outras pessoas, com versões que se contradizem. Por isso a obra se presta a leituras diferentes: o mito do personagem depende de quem conta.
É essa ambiguidade que a montagem explora. A sinopse do guia descreve um bicheiro que morreu e cuja identidade se desdobra em três corpos em cena: a Mulher-Poder, o Jovem-Memória e o Homem-Ancestral. Um coro de 19 atores, sem sair do palco, manipula tempo, espaço e verdade. O único cenário é uma cadeira trazida de casa por cada integrante do elenco. Em termos simples, a produção troca a ambientação realista por um jogo de corpos, vozes e objetos mínimos, característico do estilo que a própria página chama de expressionista.
A escolha também tem uma razão prática, que é uma interpretação e não uma declaração da produção: com recursos enxutos e um coro numeroso, o teatro de grupo costuma apostar na força do elenco e do texto em vez de cenários caros.
O que isso significa
O primeiro ponto é o tipo de experiência. Quem espera uma montagem tradicional de “Boca de Ouro”, com cenário detalhado e figurinos de época, deve ajustar a expectativa: a proposta é outra. O coro faz o trabalho que, em outras versões, caberia a cenários e a vários papéis separados, e o desdobramento do protagonista em três figuras muda a maneira de ouvir a história. Para quem já conhece o texto, a releitura oferece um olhar novo. Para quem não conhece, é uma porta de entrada em linguagem mais livre, mas pode exigir atenção, porque não há um fio narrativo convencional garantido pelas fontes.
O segundo ponto é o valor. Com ingressos de R$ 10 e R$ 5, a peça cabe em orçamentos apertados e permite levar mais de uma pessoa sem pesar no bolso. Vale conferir quem tem direito à meia-entrada: estudantes, idosos, pessoas com deficiência e outros grupos previstos em lei costumam ter o benefício, mas é preciso comprovar na entrada, e as regras de cada local podem variar.
O terceiro ponto é a classificação indicativa de 14 anos. A página não detalha os motivos, mas o tema, que envolve contravenção, morte e relações de poder, indica um público adolescente e adulto. Pais e responsáveis que pensam em levar adolescentes devem considerar a classificação e, se tiverem dúvidas, consultar o teatro.
Como afeta você
Se você pretende ir, o primeiro passo é confirmar a sessão. As datas restantes que aparecem no guia são sábado, 17, às 19h, e domingo, 18, às 17h. Compre o ingresso pelo Sympla, que é o canal indicado na página, e confira, no próprio ingresso, o horário e o local. O teatro fica na Freguesia, na zona oeste do Rio, e a peça dura 80 minutos, sem informação sobre intervalo. Chegar com antecedência ajuda a evitar contratempos com a retirada e a entrada.
Se você mora longe de Jacarepaguá, planeje o deslocamento: as fontes não informam estacionamento nem acesso por transporte público, e é melhor consultar o próprio teatro. Quem vai com amigos ou família pode combinar o programa com um almoço ou lanche na região, mas isso é uma sugestão geral, e não uma indicação das fontes. Como a venda é feita por plataforma on-line, desconfie de ingressos oferecidos por terceiros em redes sociais, que podem ser golpe, e compre apenas pelo link oficial do guia.
Se você não puder ir neste fim de semana, vale guardar o lembrete: teatros ligados a instituições, como o Sesi, costumam divulgar a programação em suas páginas, e acompanhá-las é a forma mais simples de não perder a próxima temporada.
O que observar daqui para frente
O primeiro ponto é a possibilidade de novas datas. O botão de mais sessões na página do espetáculo pode indicar apresentações adicionais, e grupos que fazem boa temporada costumam voltar em outros espaços, mas nenhuma das fontes consultadas anuncia uma nova temporada. O segundo é o calendário do próprio Teatro Firjan SESI Jacarepaguá, que costuma apresentar outras produções, incluindo as que aparecem na agenda cultural da cidade.
O terceiro é o destino dos grupos e coletivos que, como o Instituto Arteiros, levam o teatro a bairros fora do circuito mais conhecido. Eles dependem de público, de patrocínio e de espaços, e o preço baixo do ingresso é uma forma de formar plateia. O quarto é acompanhar a obra de Nelson Rodrigues, que segue sendo montada, relida e adaptada, e continuará a render novas versões. Nenhuma dessas possibilidades está confirmada, e as fontes tratam apenas da temporada em curso.
Antes de sair de casa, confirme no Sympla ou no teatro se as sessões estão mantidas: as datas e horários podem mudar, e a informação mais atual é sempre a da bilheteria.
Fontes
Firjan SESI, guia de cultura, “Boca de Ouro com Instituto Arteiros” (ficha, datas, horários, ingressos e elenco, consultada em 16/10/2026); Agenda do Poder, “O que fazer no Rio” (10/10/2026). As fontes não informam estacionamento, acessibilidade nem intervalo, e a página do espetáculo indica que podem existir sessões adicionais além das listadas.
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