No dia 10 de junho, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi palco de uma noite que resumiu a grandeza plural da música brasileira. A 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira consagrou João Gomes como o grande nome do ano, emocionou com uma homenagem a Cazuza e reuniu gerações em torno do que o país tem de melhor: sua música.
O grande vencedor: João Gomes
Com três troféus na noite, João Gomes foi o nome mais celebrado da cerimônia. O cantor pernambucano, que em poucos anos se tornou um dos artistas mais ouvidos do Brasil, levou os prêmios de Melhor Artista de Canção Popular, Melhor Lançamento de Canção Popular e Melhor Lançamento de Projeto Especial.
A ascensão de João Gomes — do forró eletrônico às grandes premiações — é um retrato fiel do que o público brasileiro está consumindo: uma música que mistura raiz nordestina com produção contemporânea, acessível sem ser rasa.
Outros vencedores da noite
A diversidade esteve no centro da premiação. Com dois troféus cada, foram premiados:
- Luedji Luna — na categoria pop, consolidando-se como uma das vozes mais importantes da nova MPB baiana
- Djavan — reverenciado na categoria MPB, com mais de 50 anos de carreira e ainda produzindo no mais alto nível
- Chitãozinho & Xororó — premiados no sertanejo, representando a longevidade e a relevância contínua do gênero
Também foram premiados: Deize Tigrona (funk), Mestrinho (forró), Gabriele Leite, Hamilton de Holanda (instrumental), BK (rap) e Maneva (reggae).
A homenagem a Cazuza
O momento mais emocionante da noite foi a homenagem ao cantor Cazuza, escolhido unanimemente pelo conselho do prêmio como o homenageado da edição. Voz definitiva do rock brasileiro dos anos 80, Cazuza morreu em 1990, aos 32 anos, mas segue sendo uma das referências mais vivas da cultura nacional.
No palco do Theatro Municipal, Ney Matogrosso e Seu Jorge prestaram tributo ao amigo e contemporâneo, em performances que arrancaram lágrimas da plateia. A escolha de Cazuza como homenageado reafirma que a música brasileira sabe honrar sua história enquanto celebra o presente.
Uma noite que diz muito sobre o Brasil musical
O Prêmio da Música Brasileira existe há 33 anos justamente porque a música do país é inesgotável. Numa mesma noite, João Gomes, Djavan, BK e Hamilton de Holanda dividiram o mesmo palco de premiação — forró, MPB, rap e instrumental lado a lado. Isso não é ecletismo forçado: é o Brasil sendo o Brasil.
Num país que ainda procura pontos de união, a música continua sendo um dos poucos lugares onde todo mundo cabe.
Fontes: CNN Brasil, Noize, Cenário Minas, Wikipedia / 2026 Brazilian Music Awards.