O Brasil entrou em campo no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na noite de sexta-feira (13) como favorito. Saiu com um empate por 1 a 1 contra o Marrocos, a seleção que Carlo Ancelotti apontou como o principal adversário do grupo. Vinicius Júnior salvou, Alisson vacilou, e o país acorda com a Seleção em alerta — enquanto o mundo fora do campo também exige atenção.
O jogo
O Marrocos abriu o placar aos 21 minutos com Ismael Saibari, aproveitando um erro de posicionamento de Alisson. O Brasil respondeu aos 32 com Vinicius Júnior, que bateu cruzado e forte para empatar. No segundo tempo, a Seleção melhorou, mas não conseguiu virar.
As estatísticas mostram um jogo equilibrado: 51% de posse para o Brasil, 12 finalizações brasileiras (5 no alvo) contra 14 dos marroquinos (3 no alvo). Ancelotti foi direto na avaliação: “Perdemos muitos duelos e muitas bolas. A primeira parte não foi boa, melhorou na segunda. Era uma partida difícil.”
O que o empate significa para a classificação
O Brasil tem 1 ponto no Grupo C. O próximo jogo é na sexta-feira (19) contra o Haiti, em Filadélfia — adversário teoricamente mais fraco, mas que exige concentração total. O terceiro jogo, contra a Escócia no dia 24, pode definir a liderança do grupo.
Para avançar com conforto, o Brasil precisa vencer os dois próximos jogos. Uma segunda tropeçada poderia complicar o caminho até o mata-mata.
Além do futebol: uma semana intensa para o Brasil
O empate com o Marrocos não foi o único sinal de alerta da semana. O país também processou:
- A suspensão da vacina Butantan-DV contra a dengue, após 2 óbitos e 42 reações graves entre 500 mil doses — abalando a maior esperança da saúde pública em anos
- A véspera da decisão do Copom, com 70% de chance de manutenção da Selic em 14,5% — juros altos que pressionam crédito, consumo e investimento
- O Web Summit Rio, onde o Brasil se posicionou como protagonista da IA com R$ 23 bilhões em investimentos planejados
O Brasil em campo e fora dele
Há uma ironia perturbadora em acompanhar uma Copa do Mundo enquanto o país lida com suspensões de vacinas, juros nas alturas e um mercado de trabalho sendo reconfigurado pela inteligência artificial. O futebol cria uma pausa coletiva — mas os problemas não entram em campo junto com a Seleção.
O empate contra o Marrocos é um lembrete de que nenhum favoritismo é garantia. Nem no futebol, nem na economia, nem na saúde pública. O Brasil tem talento — e tem trabalho pela frente em todas as frentes.
Na sexta, torcemos contra o Haiti. Antes disso, o Copom decide a Selic. E enquanto isso, o inverno começa a apertar.
Boa sorte, Brasil. Em todos os campos.
Fontes: FIFA, CNN Brasil, Olympics.com, Gazeta do Povo, ESPN.