Precisou de prorrogação, um jogador que começou no banco e um lance de bola parada bem construído para decidir o que 90 minutos não resolveram. Neste domingo, no MetLife Stadium, nos Estados Unidos, a Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 e é a nova campeã mundial — fechando, com uma campanha de domínio quase do início ao fim, a Copa do Mundo de 2026.
Como foi o jogo
A Espanha impôs o ritmo da partida praticamente inteira, obrigando a Argentina a jogar recuada e sem espaço para trocar passes com qualidade — a seleção de Messi não teve sequer uma finalização no tempo normal. Nico Williams ainda viu um gol ser anulado ao longo da partida, e a situação argentina piorou com a expulsão de Enzo Fernández. Mesmo dominando amplamente, a Espanha só conseguiu furar o bloqueio defensivo argentino na prorrogação: aos 16 minutos do segundo tempo extra, Ferran Torres entrou no lugar de Oyarzabal e, pouco depois, aproveitou um lançamento do meio-campo ajeitado de cabeça por Nico Williams para bater sem chances para o goleiro Dibu Martínez. Foi o único gol da decisão, aos 106 minutos de jogo.
Por que essa campanha espanhola chama atenção
O que diferencia este título é o padrão: a Espanha não venceu no sufoco em toda a competição, ela dominou. O time chegou à final como favorito pelo volume de jogo e confirmou dentro de campo, mesmo diante de uma Argentina que tinha Messi em busca do bicampeonato mundial consecutivo. Para uma seleção que já vinha de bons ciclos recentes, o título reforça a Espanha como a referência tática do futebol mundial neste momento — apostando em posse de bola, pressão alta e um banco de reservas capaz de decidir jogos, como mostrou a entrada de Ferran Torres.
O que fica da Argentina
Fica a sensação de oportunidade perdida: a Argentina chegou à decisão, mas não conseguiu impor seu jogo em nenhum momento da final, e a expulsão de Enzo Fernández só piorou uma tarde já difícil. Para Messi, caso essa tenha sido sua última Copa do Mundo, o vice-campeonato encerra a trajetória do jogador no torneio sem o bicampeonato que muitos projetavam depois do título de 2022 — mas não apaga o que ele já construiu no futebol mundial.
O que observar daqui pra frente
Vale acompanhar como a Espanha usa esse título para consolidar o ciclo da seleção nos próximos anos, e se o modelo de gestão do elenco — com peças de banco decisivas, como Ferran Torres neste domingo — vira referência para outras seleções. Do lado argentino, a atenção agora vai para a transição: quem assume o protagonismo da Albiceleste na próxima década, com ou sem Messi em campo.