A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado, 28 de março de 2026, e vai até 30 de maio. A meta do Ministério da Saúde é alcançar pelo menos 90% dos grupos prioritários — e a recomendação dos especialistas é clara: não deixar para a última semana.
A vacina está disponível gratuitamente pelo SUS para os grupos com maior risco de complicações: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias), idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, professores, povos indígenas, pessoas com doenças crônicas (diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, respiratórias e renais), pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.
O início da campanha coincide com o período de maior circulação dos vírus influenza no Brasil, que tende a se intensificar no outono e inverno. Nos primeiros meses de 2026, o Rio de Janeiro já registrou 140 casos confirmados de gripe e cinco mortes. A Fiocruz havia alertado, em fevereiro, para a chegada antecipada da temporada de gripe em diversas regiões do país.
A vacina disponível pelo SUS em 2026 é quadrivalente, ou seja, protege contra quatro cepas do vírus influenza simultaneamente. A imunização leva cerca de duas semanas para atingir proteção plena, o que reforça a importância de se vacinar o quanto antes. Para quem não se enquadra nos grupos prioritários, a vacina também está disponível na rede privada.
Vacinar-se não é apenas uma decisão individual — é um ato de responsabilidade coletiva. Quanto maior a cobertura vacinal, menor a circulação do vírus e menor o risco para quem não pode se vacinar por contraindicações médicas.