Desde o início de julho, o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, recebe a exposição itinerante “Síntese — Arte e Tecnologia na Coleção Itaú”, realizada pelo Itaú Cultural com curadoria de Leno Veras. Ao todo são 12 obras de artistas do Brasil, Áustria, Austrália, Bélgica, Espanha, França e México que exploram o encontro entre criação artística e tecnologia — incluindo peças que usam inteligência artificial e robótica como parte da própria obra.
O Que Esperar da Mostra
Entre os destaques estão “FALA”, de Rejane Cantoni, “Robotarium”, de Leonel Moura, e “Odisseia”, de Regina Silveira — três trabalhos de grande escala incorporados especialmente para essa itinerância. O museu também inaugura, no mesmo período, a instalação interativa “Bunker para um Pixel Tropical”, um jogo cinematográfico inédito criado pelos artistas colombianos Tatyana Zambrano e Hernán Rodríguez, pensado para intervir diretamente na experiência do visitante.
Por Que Vale a Visita
Diferente de uma exposição tradicional de quadros em parede, “Síntese” aposta em obras interativas e imersivas — o tipo de experiência que só faz sentido presencialmente, sem substituto em fotos ou vídeos. Para quem acompanha o debate sobre inteligência artificial pelo viés técnico ou econômico, a mostra oferece um ângulo raro: como artistas de várias partes do mundo estão interpretando esteticamente a mesma tecnologia que domina manchetes de negócios.
Informações Práticas
O Museu do Amanhã funciona de quinta a terça, das 10h às 18h, com última entrada às 17h, na Praça Mauá, 1, Centro do Rio de Janeiro. A exposição é itinerante e deve seguir para outras cidades depois da passagem pelo Rio — vale conferir os canais oficiais do museu para confirmar até quando as obras ficam em cartaz na capital fluminense.
O Que Observar Daqui para Frente
O cruzamento entre arte e tecnologia tem ganhado espaço crescente em museus e centros culturais no Brasil, refletindo um movimento mundial de instituições que buscam tornar temas técnicos mais acessíveis por meio da experiência estética. Vale ficar de olho em mostras semelhantes que devem surgir em outras instituições cariocas e paulistas ao longo do segundo semestre.