Doze anos separam a Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil, da Copa de 2026, que acontece nos Estados Unidos, Canadá e México. Em uma geração de futebol, muita coisa mudou — no esporte, no mundo e, claro, no próprio Brasil.
O torneio que cresceu
A Copa 2026 é historicamente a maior da história: pela primeira vez, 48 seleções disputam o Mundial — ante as 32 da edição brasileira. Isso significa mais jogos, mais grupos, mais surpresas e muito mais futebol. São 104 partidas no total, espalhadas por três países e dezenas de cidades. O formato ainda está sendo assimilado pelos torcedores, mas já entregou jogos memoráveis na primeira rodada.
2014: o trauma e a transformação
Para o Brasil, a Copa de 2014 deixou uma ferida que ainda dói. O 7 a 1 da Alemanha nas semifinais, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, foi o maior vexame da história da Seleção — e um dos momentos mais marcantes do futebol mundial. O país-sede saiu sem medalha e o futebol brasileiro entrou em um longo processo de reflexão.
Desde então, o Brasil passou por múltiplas gerações de jogadores, várias comissões técnicas e resultados decepcionantes em 2018 (oitavas de final) e 2022 (quartas de final). A Copa de 2026 chega como uma nova oportunidade de reabilitação — com um grupo jovem, renovado e motivado.
O mundo em 2026
Em 2014, o smartphone ainda era uma novidade para muitos brasileiros. Streaming era incipiente. A Copa foi um divisor de águas para a TV paga no Brasil — quem não tinha SporTV corria para bares e casas de amigos.
Hoje, a Copa 2026 já nasce em um mundo de múltiplas telas. A CazéTV transmite todos os jogos gratuitamente pelo YouTube, com transmissões que quebram recordes de audiência. Redes sociais, narração ao vivo no X (Twitter), análises em tempo real e IA analisando dados dos atletas — tudo isso é parte do ecossistema do futebol em 2026.
Messi, em 2014 e em 2026
Em 2014, Lionel Messi chegou à final da Copa do Mundo com a Argentina — e perdeu para a Alemanha por 1 a 0, na prorrogação. Foi sua grande chance e sua grande frustração. Em 2022, com 35 anos, ele finalmente ergueu o troféu mais cobiçado do futebol.
Em 2026, ele volta, já campeão, com 38 anos, e ainda fazendo hat-trick na estreia contra a Argélia. Uma história que o futebol raramente oferece: o reencontro de um craque com a Copa, desta vez sem nada a provar — mas ainda com muito a mostrar.
O que ficou igual
Apesar de toda a mudança, algumas coisas seguem as mesmas: a paixão dos brasileiros pelo futebol, o ritual de reunir a família em frente à TV, a tensão nos pênaltis, a alegria coletiva de um gol e a frustração que só quem ama o esporte conhece.
A Copa do Mundo, seja em 2014 ou em 2026, ainda é o maior evento do planeta. E nós, como sempre, paramos tudo para assistir.