Kylian Mbappé entrou em campo nesta terça-feira no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e lembrou ao mundo por que é o jogador mais temido desta Copa. A França atropelou o Senegal por 3 a 1 numa exibição que misturou poder individual com organização coletiva — e que serve de aviso para qualquer seleção que ainda não se levou a sério neste Mundial.
Como foi o jogo
A França controlou o primeiro tempo com paciência, mas foi na segunda etapa que o espetáculo começou. Mbappé abriu o placar com uma finalização precisa após jogada individual. Saído do banco, Bradley Barcola ampliou com categoria — mostrando que a França tem profundidade mesmo sem as estrelas. Mbappé voltou a marcar nos acréscimos para selar a vitória. Ibrahim Mbaye ainda descontou para o Senegal, mas foi tarde demais.
Com o resultado, a França lidera o grupo com 3 pontos. O Senegal tem zero e precisa reagir nas próximas rodadas para sobreviver.
O que a vitória francesa revela sobre esta Copa
A Copa de 2026 está mostrando que nenhum jogo é garantido — mas que as potências europeias vieram preparadas. A Espanha, a Alemanha e agora a França estrearam com autoridade. O nível técnico está alto, o ritmo é intenso desde o primeiro apito.
Mbappé, em particular, parece num momento diferente. Mais maduro do que nas Copas anteriores, ele combina velocidade com leitura de jogo de uma forma que poucos jogadores conseguem. Com dois gols na estreia, ele já divide com outros atacantes a artilharia do torneio.
E o Brasil? A conta está aberta
O Brasil terminou a primeira rodada com apenas 1 ponto — fruto do empate por 1 a 1 com Marrocos, com gol de Vinícius Júnior. Foi um resultado que não convenceu. A seleção criou pouco, sofreu na marcação e perdeu o controle do jogo em vários momentos.
No Grupo C, a situação está equilibrada e tensa:
- Marrocos: 1 ponto (empatou com o Brasil)
- Brasil: 1 ponto
- Haiti e Escócia: ainda jogam entre si
O próximo jogo da seleção é sexta-feira, 19 de junho, às 21h30 (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, em Filadélfia. O adversário é o Haiti — time que, no papel, é o mais acessível do grupo.
O que o Brasil precisa mostrar na sexta
Três coisas ficaram evidentes depois do empate com Marrocos que precisam mudar contra o Haiti:
- Criação de jogadas: o Brasil tentou depender da individualidade de Vini Jr. e Rodrygo, mas faltou movimentação nos espaços e triangulações rápidas. A criatividade coletiva precisa aparecer.
- Pressão alta eficiente: Marrocos saiu jogando com conforto demais. Contra o Haiti, o Brasil precisa sufoca o adversário desde a saída de bola.
- Efetividade nas finalizações: o Brasil finalizou, mas sem veneno. Contra adversários mais fracos, isso pode até funcionar — mas nas oitavas, não vai rolar.
A vitória sobre o Haiti é esperada e necessária. Mas mais do que o resultado, o torcedor vai estar de olho na performance. Afinal, se o Brasil quer sonhar com o hexa, vai ter que passar por seleções tão ou mais organizadas do que a França — e o jogo de sexta é a primeira chance real de mostrar do que essa seleção é capaz quando domina o jogo.
Fontes: CNN Brasil, ESPN Brasil, Goal.com.