A OpenAI e o lendário designer Jony Ive — o homem que criou o iPhone — estão desenvolvendo juntos um dispositivo de bolso, sem tela e controlado por voz, que promete ser a maior ruptura tecnológica desde o surgimento do smartphone. O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2026, com até 50 milhões de unidades planejadas.
O que aconteceu
Em janeiro deste ano, a OpenAI confirmou que irá lançar seu primeiro hardware ao consumidor em 2026. O projeto é uma parceria com a empresa de design io, fundada por Jony Ive após sua saída da Apple em 2019. O dispositivo será pocket-sized, sem tela, consciente do contexto ao redor e profundamente integrado à IA.
Em paralelo, a OpenAI está acelerando o desenvolvimento de um smartphone rival ao iPhone, com chip MediaTek Dimensity 9600 personalizado, produção em massa prevista para início de 2027 e vendas combinadas projetadas em 30 milhões de unidades entre 2027 e 2028.
O dispositivo sem tela: o que sabemos
O produto principal da parceria com Jony Ive não é um telefone convencional. É algo diferente — e mais ambicioso:
- Sem tela — operado por voz e câmera integrada
- Câmera e microfone identificam objetos, rostos e conversas ao redor em tempo real
- Tamanho de bolso, discreto e sempre junto ao usuário
- Preço estimado: entre US$ 200 e US$ 300
- Produção: 40 a 50 milhões de unidades via Foxconn
- Codinomes internos: “Sweetpea” (wearable tipo fone) e “Gumdrop” (formato de caneta)
Por que Jony Ive muda o jogo
Jony Ive projetou o iMac translúcido de 1998, o iPod, o iPhone original e o MacBook Air. Foram 27 anos na Apple transformando eletrônicos em objetos de desejo. Sua saída em 2019 foi tratada pela indústria como um divisor de águas.
Agora, ao lado de Sam Altman, Ive tem uma missão declarada: criar a próxima plataforma de computação pessoal. O smartphone foi o dispositivo mais íntimo da história humana até hoje. A questão é se um aparelho sem tela — que escuta e enxerga — pode ir ainda mais longe.
O que isso significa para você
No curto prazo: nada muda na sua rotina. O dispositivo ainda está em desenvolvimento e pode ser entregue ao consumidor apenas após fevereiro de 2027.
No médio prazo: a corrida por novos formatos de hardware com IA vai acelerar. Apple e Google precisarão responder. Desenvolvedores que constroem apps para iOS e Android vão começar a pensar em como existir num mundo sem ícones na tela.
No longo prazo: se o dispositivo der certo, o modelo atual de “smartphone com apps” pode se tornar obsoleto numa geração. Assim como o desktop deu lugar ao notebook, que deu lugar ao celular, o próximo passo pode ser um dispositivo que você nem precisa olhar para usar.
O que observar daqui para frente
Fique de olho no segundo semestre de 2026, quando a OpenAI promete revelar seu primeiro hardware. Dois pontos serão determinantes: como funciona o sistema operacional e como a empresa lida com a privacidade dos dados captados pela câmera e microfone em tempo integral.
A pergunta que todo mundo vai ter que responder: você estaria disposto a carregar um dispositivo que te escuta e te vê o tempo todo — se isso significasse não precisar mais do celular?
Fontes: Axios, 9to5Mac, MacRumors, Android Headlines, MindStudio.