A Copa do Mundo começa amanhã (11 de junho) no Estádio Azteca, na Cidade do México. Mas antes de a bola rolar, vale entender o que acontece por baixo do gramado — e nas telas dos árbitros e analistas. A edição de 2026 será a mais tecnológica da história do futebol.
O chip dentro da bola
A bola oficial da Copa 2026, a Adidas Fussion, carrega um sensor inercial no seu interior que transmite dados 500 vezes por segundo. Esse dispositivo registra posição exata, velocidade, rotação e força do chute em tempo real. O sistema permite que o VAR determine com precisão milimétrica se a bola cruzou a linha do gol — sem margem para dúvida.
O chip também alimenta o sistema de detecção semiautomática de impedimento: ele sabe onde a bola estava no exato momento em que o passe foi dado, sincronizado com as câmeras que rastreiam os jogadores.
O VAR semiautomático 3D
O sistema de VAR de 2026 usa 12 câmeras de rastreamento por estádio, cada uma capturando 50 quadros por segundo. Juntas, elas criam um modelo 3D de todos os jogadores em campo a cada instante — identificando 29 pontos do corpo humano (articulações, extremidades) com precisão centimétrica.
Com isso, as decisões de impedimento passam de análise manual — que levava até 3 minutos — para notificações automáticas em menos de 25 segundos. O sistema já foi usado na Copa do Mundo de 2022 e na Copa América de 2024; em 2026, é mais rápido e mais preciso.
IA na análise tática
As seleções de ponta não chegam à Copa 2026 apenas com jogadores talentosos. Chegam com dados. Ferramentas de inteligência artificial processam milhões de momentos de jogos para identificar padrões: como um lateral posiciona o corpo antes de um cruzamento, qual é a área preferida de finalização de cada atacante, onde um meio-campo costuma deixar espaço.
O Brasil, sob Ancelotti, usa a plataforma StatsBomb integrada ao sistema interno da CBF. Marrocos — o adversário de sábado — é conhecido por preparar contra-ataques milimetrados a partir desse tipo de análise.
O que muda para quem assiste em casa
A tecnologia também chega à transmissão. A FIFA disponibilizará visualizações 3D do impedimento diretamente nas transmissões oficiais — aquelas animações que mostram linhas azuis sobre os jogadores congelados no ar. A experiência promete menos frustração com decisões polêmicas e mais clareza para o torcedor em casa.
Para quem quer aprofundar o entendimento de como a tecnologia transforma setores inteiros — do esporte às finanças —, veja as principais obras sobre IA e inovação na Amazon.
Fontes: FIFA; Adidas; StatsBomb; The Athletic; Wired.