A Semana em Números
- Ibovespa: 195.000 pontos — novo recorde histórico
- Dólar: R$ 5,05 — menor nível em dois anos
- IPCA de março: 0,88% (acumulado 12 meses: 4,14%)
- Petróleo Brent: estabilizou após atingir US$ 108 na semana anterior
- Selic: 14,65% ao ano
Por Que o Dólar Caiu?
O cessar-fogo entre EUA e Irã reduziu drasticamente o risco geopolítico global. Com menos incerteza, investidores internacionais voltaram a apostar em ativos de países emergentes como o Brasil, aumentando a demanda por reais e derrubando o dólar. Além disso, o petróleo estabilizou, aliviando pressões inflacionárias futuras.
Por Que a Inflação Ainda Preocupa?
O IPCA de março reflete o impacto do choque do petróleo de fevereiro e março, quando o barril chegou a US$ 108. Esse efeito demora algumas semanas para aparecer nos preços ao consumidor. Com o cessar-fogo, o cenário de inflação mais alta foi afastado — mas o impacto já acumulado ainda vai aparecer nos próximos meses.
O Que Esperar nas Próximas Semanas
O mercado financeiro agora aguarda duas decisões cruciais: a reunião do COPOM em abril, que deve elevar a Selic para 14,75%, e os dados de inflação dos EUA. A combinação de Selic alta e dólar em queda favorece a renda fixa brasileira no curto prazo.
Com o dólar a R$ 5,05, produtos importados e viagens internacionais ficam mais baratos. Mas a inflação de 4,14% nos últimos 12 meses ainda corrói o poder de compra — especialmente em alimentos e transporte. Para quem investe, a renda fixa (Tesouro Selic, CDBs) segue atraente com a Selic em 14,65%. Para quem tem dívidas em dólar ou pensa em viajar ao exterior, este é um bom momento para agir.
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