Foi uma semana histórica para a economia brasileira e global. Na quinta-feira (9), Trump anunciou um cessar-fogo com o Irã faltando apenas 1h30 para o ultimato que poderia desencadear um conflito militar de proporções imprevisíveis. O alívio foi imediato: a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) bateu novo recorde histórico, fechando aos 195 mil pontos, enquanto o dólar caiu à mínima de dois anos, cotado a R$ 5,05.
Mas nem tudo são boas notícias. Nesta sexta-feira (10), o IBGE divulgou o IPCA de março: 0,88%, acima das expectativas do mercado (0,70% em fevereiro). O índice acumulado nos últimos 12 meses chegou a 4,14%, superando a meta de 3% estabelecida pelo Banco Central. Os principais vilões foram transportes e alimentação — dois itens diretamente afetados pelo choque do petróleo provocado pela guerra.
A Semana em Números
- Ibovespa: 195.000 pontos — novo recorde histórico
- Dólar: R$ 5,05 — menor nível em dois anos
- IPCA de março: 0,88% (acumulado 12 meses: 4,14%)
- Petróleo Brent: estabilizou após atingir US$ 108 na semana anterior
- Selic: 14,65% ao ano
Por Que o Dólar Caiu?
O cessar-fogo entre EUA e Irã reduziu drasticamente o risco geopolítico global. Com menos incerteza, investidores internacionais voltaram a apostar em ativos de países emergentes como o Brasil, aumentando a demanda por reais e derrubando o dólar. Além disso, o petróleo estabilizou, aliviando pressões inflacionárias futuras.
Por Que a Inflação Ainda Preocupa?
O IPCA de março reflete o impacto do choque do petróleo de fevereiro e março, quando o barril chegou a US$ 108. Esse efeito demora algumas semanas para aparecer nos preços ao consumidor. Com o cessar-fogo, o cenário de inflação mais alta foi afastado — mas o impacto já acumulado ainda vai aparecer nos próximos meses.
O Que Esperar nas Próximas Semanas
O mercado financeiro agora aguarda duas decisões cruciais: a reunião do COPOM em abril, que deve elevar a Selic para 14,75%, e os dados de inflação dos EUA. A combinação de Selic alta e dólar em queda favorece a renda fixa brasileira no curto prazo.
Com o dólar a R$ 5,05, produtos importados e viagens internacionais ficam mais baratos. Mas a inflação de 4,14% nos últimos 12 meses ainda corrói o poder de compra — especialmente em alimentos e transporte. Para quem investe, a renda fixa (Tesouro Selic, CDBs) segue atraente com a Selic em 14,65%. Para quem tem dívidas em dólar ou pensa em viajar ao exterior, este é um bom momento para agir.
🛍️ Produtos Recomendados
G1/IBGE (10/04/2026) · CNN Brasil (09/04/2026) · Folha de S.Paulo (09/04/2026) · UOL Economia (10/04/2026) · Poder360 (10/04/2026) · Bloomberg (10/04/2026)